Educação ambiental

A Educação Ambiental passou a ser recomendação mundial em 1977, quando se definiu objetivos, princípios e diretrizes na "Declaração e Recomendações da Conferência Intergovernamental de Tbilisi sobre Educação Ambiental". No Brasil a lei 9.795 de 1999 institui a Política Nacional de Educação Ambiental. A Educação Ambiental deve orientar o conhecimento no sentido do desenvolvimento sustentável e deve ser exercida através da participação do indivíduo e da comunidade, buscando construir novos conceitos na sociedade para se alcançar um meio ambiente equilibrado.

Para atingir tal objetivo deve-se trabalhar num processo dinâmico e em contínua construção para a aquisição de novos conhecimentos, utilizando as especificidades de cada região ou grupo, e finalmente buscando a alteração comportamental e de atitudes dos indivíduos para se garantir a manutenção da qualidade ambiental e social.

O desenvolvimento de novas ações de empresas ou instituições muitas vezes demandam a aplicação de Projetos de Educação Ambiental, sendo necessário, além do trabalho com conceitos gerais sobre o meio ambiente, o desenvolvimento de programas específicos por tema, de acordo com a ação do empreendimento. Neste sentido, os programas de educação ambiental podem ser desenvolvidos sob diferentes aspectos, podendo se trabalhar com diferentes públicos alvo, de crianças no sistema educacional formal à seus professores; de comunidades de uma região aos trabalhadores de uma empresa. Ou seja, o aprendizado ambiental está disponível para qualquer cidadão.

Para atender os diferentes públicos são necessárias diferentes estratégias de trabalho como: construção de cursos de capacitação para multiplicadores, produção de materiais educativos, implantação de núcleos de educação ambiental desenvolvimento de projetos específicos com a comunidade atendida, entre outros, mas sempre buscando atender as demandas da sociedade.

As diretrizes básicas apresentadas em Tbilisi e ratificadas por representantes de mais de cinqüenta países são (Loureiro, 2001):

Ambiente enquanto totalidade: O que se propõe na Educação Ambiental é a compreensão de que a totalidade é mais do que as partes. É o conjunto destas em suas relações dinâmicas. Tais relações constituem um sentido que transcende o somatório das partes e que só é encontrado no todo. Além deste pressuposto teórico-filosófico e de método, a compreensão de que a vida tal como existe hoje decorre de interações entre os elementos vivos e não-vivos do planeta, inexistindo uma natureza passiva e uma humanidade independente dos limites naturais, é essencial.

Interdisciplinaridade: A questão ambiental inclui diversos níveis de conhecimentos e práticas humanas interligadas: o saber científico, os aspectos culturais, o lado emotivo e os relacionamentos sociais e interpessoais. Toda proposta educativa deve buscar o respeito mútuo entre as diferentes experiências de vida e formas de saber e a análise integradora dos problemas, através de um conhecimento interdisciplinar.

Participação: Participação é igualdade de poder no processo, respeito pelas experiências acumuladas pelos indivíduos, construção coletiva em busca da cidadania plena e da autopromoção (conhecimento e valorização de si mesmo). É através da participação que se sedimentam as metas de autogestão, democracia, liberdade e convivência (Demo, 1988). É um processo contínuo, pois sempre se problematiza o que existe na busca de novas alternativas e conhecimentos individuais e coletivos, visando a melhoria das condições de vida. Logo, a verdadeira participação não é aquela que surge motivada por algum fato concreto e se limita a ele, mas que problematiza toda a realidade a partir de uma realidade específica.

Caráter Permanente: A Educação Ambiental é um processo permanente em dois sentidos. Primeiro, precisa estar em constante modificação de seus conteúdos e métodos para não recair no esquema tradicional de ensino. Segundo, precisa ocorrer ao longo de toda a vida, de forma a garantir a informação e capacidade para lidar com cada situação que se apresente nos diversos espaços sociais em que se atua. Logo, a Educação Ambiental não é exclusividade do processo educativo escolar, ocorrendo nos diferentes espaços pedagógicos.

Aplicação das Metodologias da Educação Ambiental nos Diversos Espaços Pedagógicos da Sociedade: a Educação Ambiental deve estar presente não só nos currículos e atividades escolares, mas também nos espaços de trabalho, nas atividades comunitárias, na organização familiar, nos clubes e associações de classes, nos meios de comunicação e, enfim, em todos os espaços sociais de exercício da cidadania existentes em Estados democráticos.

Adequação do Processo Educativo à Realidade Cotidiana: Para se chegar a uma compreensão dos grandes problemas ambientais, é preciso partir do concreto, do imediato, possibilitando a construção de um sentido válido para os educandos (do concreto para o abstrato). É necessário construir um senso de pertencimento a uma comunidade, a uma localidade definida e à sociedade, ser um cidadão local para sê-lo no nível planetário.

Sensibilização e Aquisição de Conhecimentos e Habilidades: O primeiro passo no processo educativo é sensibilizar, chamar a atenção e mobilizar para um dado problema, que só o é na medida em que é aceito como tal. Para se poder agir sobre um problema definido é preciso ter conhecimento instrumental e reflexivo deste (origem, condicionantes, impactos etc.). Contudo, para mudar a realidade confrontada não basta estar mobilizado e saber a sua complexidade. É preciso ser capaz de agir, criando habilidades e competências. Porém, mesmo com estes passos preenchidos é fundamental que o cidadão tenha dois outros elementos: condições materiais para agir e o estímulo coletivo necessário. O que torna evidente a pertinência de todos os outros pressupostos e a relação da educação com as demais ações públicas em sociedade. A mudança envolve a articulação entre o que podemos fazer como pessoa e o que é de caráter coletivo, espaço onde se atua, modificando-o e sendo modificado.


Curso de Capacitação

Os cursos e oficinas devem estar respaldadas em metodologia participativa, realizada através de atividades expositivas e práticas de problematização e reflexão individual e coletiva, de modo a que o conteúdo trabalhado seja reelaborado e compreendido pelos alunos. Estes cursos não devem buscar somente à capacitação instrumental, mas também contribuir para a formação de valores pautados na ética ecológica, na solidariedade, na interação comunitária e no compromisso social e profissional.

Com diferentes ênfases e grau de aprofundamento teórico, os momentos formais propiciarão aos alunos o acesso a conhecimentos indispensáveis sobre os temas geradores e outros conhecimentos disciplinares relativos à dinâmica da natureza e à Educação Ambiental; e o estímulo à tomada de decisão no que concerne ao ambiente da região e à construção de projetos e ações de Educação Ambiental que resultem em mudanças objetivas da realidade.

Os cursos de capacitação podem trabalhar grandes temas como o desenvolvimento sustentável, a biodiversidade, as mudanças climáticas, ou enfocar temas específicos, como a geração de energia, os recursos hídricos, os resíduos sólidos, a Agenda 21, a produção de projetos ambientais.

Produção de Materiais Educativos

A educação ambiental também está vinculada à produção de material didático, através de apostilas, livros, folders, informativos, vídeos, softers. A elaboração deste material deve conter conceitos já amplamente discutidos, sendo claro e objetivo para o público que pretende atingir, portanto é fundamental que a concepção deste material considere a linguagem escrita e visual mais adequada.

Núcleos de Educação Ambiental

Uma das formas mais efetiva de se consolidar ações ambientais é na manutenção de um núcleo ou centro de educação ambiental com material, equipamentos e multiplicadores da comunidade capazes de suprir diversas necessidades ambientais da sociedade, podendo estimular professores, líderes comunitários e a população em geral nas ações ambientais e sociais locais e regionais. 

Projetos Específicos

A Walm Engenharia e Tecnologia Ambiental tem como critério desenvolver programas específicos de acordo com as necessidades de seus clientes. Com esta filosofia os seguintes programas de Educação Ambiental podem ser citados:

Programa Paranapanema Energia Educação Ambiental - PEEA;
Programa de Educação Ambiental da UHE Corumbá IV;
Programa de Educação Ambiental Caçu – Itarumã – São Simão, referentes às AHE’s Foz do Rio Claro, Salto do Rio Verdinho e Salto.

Esses programas objetivaram a melhoria do conhecimento sobre os recursos ambientais disponíveis, estimulando assim a preservação ambiental, tanto do empreendedor e seus funcionários como da sociedade envolvida.

A WALM elabora, em todo o território nacional e para as mais diversas atividades produtivas, todos os estudos ambientais aqui elencados, gerenciando-os em todas as suas etapas de tramitação junto aos órgãos ambientais.